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sábado, 10 de janeiro de 2015

Precisamos descolonizar nossas mentes e corpos


A descolonização não acabou no século XX...

Latino-americanos, africanos, asiáticos, todos precisamos descolonizar nossas mentes e corpos.

Estamos em processo e esta mudança não se dará colorida e sorridente como na bonitinha ilustração que reproduzo acima.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Escrever, registrar, blogar, historiar, provocar...


Depois de muito tempo "fechado para balanço" onde eu continuei escrevendo, porém, de forma particular, este meu blog volta a ser um espaço de construção, desconstrução e reconstrução. Ou um espaço para devaneios sobre o nada.



Não, este meu blog não pretendia ser público, mas o é, mesmo não querendo ser.

Quem escreve, registra suas palavras para si próprio ou para os outros???

Será que realmente escrevemos para que seja lido?

Qual a abrangência de palavras registradas num diário virtual??


Esquecimento?

Eu arquivo?

E eu me inspiro com esta minha foto de uma pequena partícula do acervo do Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERGS)... Onde estão as pessoas que escreveram estes manuscritos? Quem leu e quem ainda os lerá? Ficarão apenas como registros para o trabalho dos Historiadores?



E junto a isso, um trecho do Arnaldo Jabor desta semana:


"Tem gente que fala para mim: "Faz um blog, faz um blog!" Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais... Jamais farei um blog, esse nome que parece um coaxar de sapo boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo sobre o saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.



Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões "on line" e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.
O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação "em rede" para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas "on line".


Esta é a fonte para quem quiser ler o texto do Arnaldo Jabor na íntegra, inclusive na parte final onde ele fala sobre os textos que dizem ser de sua autoria, mas que não são... ( http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=1469&IdColunaEdicao=10007)
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