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sábado, 17 de junho de 2017

Malayalam short film

Incrível!
Assista com legendas em inglês!

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Que tal uma canção de ninar indiana?

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Precisamos falar sobre Super Heróis (e sobre cultura)


"Baseado na história de vida do próprio diretor Sanjay Patel, o filme Os Heróis de Sanjay (do original Sanjay’s Super Team) mostra a relação entre um garoto, seu pai e sua cultura.
Sanjay é uma criança de ascendência indiana que, porém, tem preferências ao mundo ocidental. Os dois universos são radicalmente opostos, o que faz com que ele tenha conflitos internos sobre do que gostar ou como se sentir. Até o momento em que ele participa de um tradicional ritual com seu pai mas, entediado, acaba acessando um mundo interior onde interage com três divindades do hinduísmo: o macaco Hanuman, a Deusa Durga e o Deus Vishnu. Sanjay aprende que a solução de seus conflitos é o caminho do equilíbrio e percebe que os deuses hindus podem ser tão interessantes como qualquer outro super-herói."


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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mandalas para colorir

Já fazem 3 anos que eu fiz uma oficina de criação de mandalas como prática de meditação, mas eu gosto mesmo de colorir mandalas. Em 2012 imprimi e colori várias para decorar o antigo apartamento, em 2013 fiz algumas pelo chão para o Diwali.

Deixo aqui algumas pra vocês imprimirem e colorirem:



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sábado, 18 de abril de 2015

Pelas cores da Índia: os intocáveis, os jainistas, os marajás


QUENTIN, Laurence. Pelas cores da Índia: os intocáveis, os jainistas, os marajás. Tradução de Rosa Freire d'Aguiar. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2011.

   Já fazem meses que eu quero escrever alguma coisa sobre este criativo livro infantojuvenil da Companhia das Letrinhas. Diferentemente dos outros livros para crianças sobre a Índia, nas 144 páginas, ricamente ilustradas há três divisões que correspondem a cada um dos grupos intitulados "os intocáveis, os jainistas, os marajás". Em cada uma destas classificações há 4 assuntos: "encontro, uma aventura, faça você mesmo e viajando". Desta forma, podemos ler textos informativos, ver ilustrações em tamanho original, conhecer algum conto literário, fotografias, informações históricas e geográficas. 
   A parte que achei mais fabulosa: "faça você mesmo" tem ideias, modelos, receitas e sugestões de atividades, pinturas, brinquedos e objetos decorativos referentes aos três grupos sociais tratados no livro. Em meio a belas fotografias e ilustrações de pessoas e animais da Índia, há uma receita de chá, passo-a-passo pra fazer tatuagem temporária com henna, histórias da cosmologia jainista, pulav de ervilhas, etc. Nas paginas finais, você encontra dicas para viajar pela Índia e também cerca de 20 itens em uma bibliografia (em francês) consultada especificamente para cada assunto do livro.
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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Chinti - uma formiga apaixonada pelo Taj Mahal


Chinti/ 8min 30s/ Rússia/ Direção: Natalia Mirzoyan

Após encontrar uma foto do Taj Mahal, uma formiga se apaixona pelo prédio e tenta reconstruir no local onde vive, rodeada por lixo.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Toys from Trash: Sarangi

O inventor indiano Sr. Arvind Gupta no site Toys from Trash mostra como construir brinquedos utilizando materiais de sucata para as crianças aprenderem se divertindo. São vários brinquedos para o estudo de ciências, astronomia, matemática, música e física para os pequenos!
Resolvi compartilhar com vocês como construir um brinquedo musical chamado Sarangi, (tradicional instrumento musical de cordas da Índia, Paquistão e Nepal).

Para fazer este brinquedo-instrumento você irá utilizar: um pote de cerâmica, um pedaço de papelão, fita adesiva, pedaços de bamboo, um fio metálico (arame fino), um pedacinho fino de metal e um arco de bamboo com corda para tocar. 
Fure o pote de cerâmica para passar o pedaço maior de bamboo através dele. Cole um pedaço de papelão na borda do pote com a fita adesiva: 

Na parte superior, coloque o pedacinho de metal apoiado no bamboo e firme no meio do papelão (isso serve para tensionar o fio metálico que passa na parte superior e produzir o som quando friccionado pelo arco com a corda):

 Prenda o arame nas duas extremidades do bamboo. Na extremidade oposta ao pote de cerâmica você deverá fazer o encaixe como mostra a imagem abaixo para ajustar a tensão do arame:

Pra tocar você utiliza um arco de bamboo com uma cordinha, friccionando o fio metálico:

 E está pronto o seu Sarangi de brinquedo!

Você pode conhecer um pouco sobre o instrumento no vídeo abaixo:

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Fantasia Indiana. Faça a sua!

Vejo que muitos visitantes chegam aqui no blog pesquisando sobre roupas e vestimentas indianas e alguns tem interesse em uma fantasia "de Bollywood" para algum evento. No site Burda Style tem uma seleção de fantasias indianas para adultos e crianças que reproduzo aqui. Você pode inclusive ver os "desenhos técnicos" com os famosos moldes para fazer em casa!




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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cultura Indiana para crianças brasileiras IV - A ponte dos macacos

Mais uma história da Cia. Ópera na Mala


Noor Inayat Khan foi uma princesa indiana, filha de um mestre sufi, escritora e contadora de histórias para crianças, enquanto tocava sua tampura.

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sábado, 3 de março de 2012

"A menina que odiava livros" de Manjusha Pawagi

A postagem de hoje trata-se de um vídeo compartilhado comigo através do facebook pelo amigo Julio Nascimento e certamente merece ser publicado aqui no blog! A história é belíssima, a trilha sonora e a ilustração também são fabulosas!!!


Assista ao vídeo do livro "A menina que odiava livros" de Manjusha Pawagi:


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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Histórias da Índia - As ilustrações de Maurício Negro


Por Maurício Negro no blog Feijão Preto


Um marajá, príncipe na Índia antiga, posa a frente do barbeiro. À direita, uma princesa e um macaco que acaba de dar um sumiço em seu pretendente: um faquir trapaceiro. Eunice de Souza nasceu em Pune, Índia. Doutoranda pela Universidade de Bombaim, mestre em Literatura Inglesa pela Universidade de Marquette (E.U.A.), ex-professora do St. Xavier's College. Poeta, romancista e autora de diversas obras para crianças. Neste livro, pela Edições SM, a autora reconta dez histórias. Divertidas, fantásticas, sagazes, fabulosas, foram recolhidas de várias regiões da Índia e do Panchatantra, a mais antiga coleção de histórias conhecidas. Cada porção de seu país tem suas singularidades, conforme a cultura e tradição local. Antes de começar a pensar e rabiscar, reuni informações sobre arte e cultura indianas. Agradeço, em particular, a colaboração imprescindível de três queridos amigos.


Uma ilustração feita sob medida para a primeira página do livro, mais conhecida como rosto ou frontispício. Ajna, ou o sexto chakra, fica bem entre as sobrancelhas e está ligado à intuição e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, indica um sensitivo de alto grau.




O deus Shankara, mais conhecido como Shiva, é ludibriado por um garoto cego e pobre da classe dos mercadores. A imagem foi feita para uma narrativa do estado de Gujarate, onde fica o templo de Somnath, dedicado ao deus Soma, que corresponde à Lua.




Uma simulação de um painel de madeira tradicional dos artesãos nagas, povo do atual território montanhoso de Nagaland, nordeste da Índia. Para ilustrar o dia em que o Sol se recusou a brilhar. Os nagas eram conhecidos como guerreiros habilidosos, dotados de poderes mágicos. Muitas vezes associados aos míticos homens-serpentes que teriam povoado o mundo subterrâneo, no princípio dos tempos.



SOUZA, Eunice de. Histórias da ÍndiaSão Paulo: Edições SM, 2009.

(A indiana Eunice de Souza, doutora pela Universidade de Bombaim publicou outros livros para crianças, além de romances e poesias. Este Histórias da Índia possui dezenas de outras ilustrações interessantes do designer Maurício Negro e belas histórias para contar além da surpresa final "Cantos da Índia" que poderão um dia aparecerem aqui pelo blog...)
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domingo, 11 de setembro de 2011

O outro lado do mundo: Índia no Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Ultimamente foram apontadas diversas críticas à obra de Monteiro Lobato quanto aos negros e a questão do racismo. Mas alguém já pensou sobre como o autor trata a cultura indiana em Histórias do Mundo para Crianças? O livro publicado em 1933 pretende abordar a história do mundo através de uma linguagem simples, para as crianças. 
Algum estudioso da obra de Lobato poderia verificar se há alguma relação entre a publicação do Histórias do Mundo para crianças  e as traduções que o autor fez para a coleção História da Civilização  de Will Durant, pela Cia Editora Nacional.
Leia o diálogo de Dona Benta com as crianças do Sítio do Pica-Pau Amarelo e tire suas próprias conclusões:

"(...) Do outro lado, a sul e leste da Ásia, viviam povos muito importantes, como os indianos, os chineses, os japoneses. Vinte séculos antes de Ciro, um ramo da família ariana havia emigrado da Pérsia para a Índia, onde dera origem a um povo numeroso. Esse povo foi se desenvolvendo a seu modo e acabou dividido em classes. Com o correr do tempo essas classes viraram castas, impedidas de ter qualquer espécie de ligação entre si. Um homem duma casta não podia casar-se com mulher de outra. Criança duma casta não podia nem brincar com criança de outra. Se uma criatura estivesse tinindo de fome, tinha que morrer antes de aceitar comida das mãos duma de outra casta. Nem esbarrar nela podia. Separação absoluta, como se fossem leprosos.
-Que horror! - exclamou . - Parece incrível tanta burrice e maldade na vida dos homens.
- Assim é, minha filha, e nenhuma burrice tão dolorosa como esta distinção de castas que até hoje faz a desgraça da Índia. Entre as castas indianas, a mais alta de todas era a dos Guerreiros e Governadores, que quase se confundiam, porque para ser governo [sic] era preciso ser guerreiro. Depois vinha a casta dos brâmanes, com funções muito semelhantes às dos sacerdotes egípcios; eles eram o que hoje chamamos homens profissionais - médicos, advogados, engenheiros, etc. Depois vinham os agricultores e comerciantes - os padeiros, os vendeiros, os fruteiros. Depois vinha a gente baixa - isto é, gente ignorante que só sabe fazer serviços brutos - carregar coisas, cortar paus, capinar o chão. E por último vinha a casta dos Párias desprezada por todas as outras. Pária quer dizer gente na qual não se pode tocar nem a ponta do dedo - por isso são também chamados os Intocáveis.
- E parece que até hoje é assim, não, vovó? - observou Pedrinho.
- Até hoje é assim, meu filho, por mais que os ingleses dominadores da Índia tudo façam para mudar a situação. Anda lá agora um grande indiano querendo destruir o terrível preconceito de casta.
-Gândi - adiantou Pedrinho - que lia os jornais diariamente. - O Maatma Gândi...
- Ele mesmo. Mas sua luta vai ser enorme, porque o preconceito de casta é velhíssimo e as coisas muito velhas adquirem cerne, tal qual as árvores.
- Mas os indianos acreditavam num deus chamado Brama; daí a sua religião ser chamada Bramanismo. Segundo o bramanismo, quando uma pessoa morre a alma passa a habitar o corpo de outra pessoa ou dum animal; se a pessoa foi boa em vida, sua alma recebe promoção indo para o corpo de uma criatura de casta superior; se foi má, é rebaixada - vai até para os corpos dos bichos comedores de carniça, como o crocodilo ou o urubu.
Os mortos não eram enterrados e sim queimados. Se o defunto fosse homem casado, também queimava a viúva. As coitadas não tinham o direito de continuar vivas depois da morte do marido...
- Que desaforo! - exclamou Narizinho indignada. - Quer dizer que mulher nesse país não era gente - não passava de lenha...
- Por muito tempo foi assim, mas se era a mulher que morria, o viúvo, muito lampeiramente, ia arranjando outra...
- Por que em toda parte essa desigualdade das leis e costumes, vovó? Por que tudo para o homem e nada para a mulher?
- Por uma razão muito simples. Porque os homens, como mais fortes, foram os fabricantes das leis e dos costumes - e sempre trataram de puxar a brasa para a sua sardinha. Mas voltemos à Índia. Os templos bramânicos abrigavam uns ídolos verdadeiramente horrendos de feiúra. Deuses de diversas cabeças, deuses com seis e oito braços e outras tantas pernas; deuses com tromba de elefante; deuses com chifre de búfalo.
- Mas a senhora disse que eles só tinham um deus, vovó...
- Um deus supremo. Os outros eram deuses menores - espécie de santos. Povo nenhum se contenta com um deus só. São precisos vários, mesmo para os que seguem as religiões chamadas monoteístas.
- Mono, um; theos, deus, Religião monoteísta quer dizer religião dum deus só - berrou, com espanto de todos, Pedrinho, que por acaso havia lido aquilo um dia antes.
- Perfeitamente! - aprovou Dona Benta. - Você às vezes até parece um dicionário...
- Dê-lhe chá de hortelã bem forte que ele sara, Dona Benta. Isso são bichas - gritou lá do seu canto a pestinha da Emília.
Ninguém achou graça e Dona Benta continuou:
- Lá pelo ano de 500 A.C. nasceu na Índia um príncipe de nome Gautama, que se revoltou contra o que via em redor de si - tanta miséria e sofrimento por causa de idéias erradas. E apesar de nascido na grandeza, tudo abandonou para trabalhar pela melhoria do pobre povo, começando a pregar por toda parte os seus princípios. Ensinava o homem a ser bom, a ser honesto, a ajudar os infortunados. Tão altas eram as idéias desse príncipe, que o povo entrou a chamar-lhe Buda, que quer dizer Sábio, e por fim o adorou.
Uma nova religião nasceu daí. Muitos que seguiam o bramanismo abandonaram os horrendos ídolos desse culto para se tornarem budistas."

LOBATO, Monteiro. O outro lado do mundo In: Histórias do Mundo para Crianças. São Paulo: Brasiliense, 2004. (Pág.41-43)
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Haroun e o Mar de Histórias - Salman Rushdie

Como você explicaria ao seu filho que você foi perseguido e condenado a morte pelos seus escritos? 

Salman Rushdie criou uma fantástica narrativa sobre Rashid, um contador de histórias que vivia numa cidade triste. Ele era assinante da Água de Histórias vinda do Mar de Histórias, através de uma torneira invisível, instalada por um Gênio da Água. Quando repentinamente perdeu suas histórias. A água acabou. O desastre era eminente.
Ele partem no ônibus do MasMas em direção a um compromisso de trabalho do pai. Seu filho Haroun o acompanha e decide investigar à sua maneira este que era mais um dos PCD+P/EX (Processos Complicados Demais Para Explicar). Durante a noite ele tem um encontro com Iff, o Gênio da Água e parte com este em direção a lua Kahani.
Lá ele encontra peixes Milbocas, Jardineiros Flutuantes, as cidade de Gup e Tchup. Desafia os Cabeças de Ovo e seu chefe Leão Marinho. Encontra o Príncipe Bolo e a Princesa Batchit (com sua voz horrível), os pagens páginas e o exército de páginas divididos em capítulos, volumes, livros, formando um exército-biblioteca. (Quem disse que os livros são armas?)
Na zona da Meia-Luz, Khattam-Shud líder dos Tchupwallas, que idolatram Bezaban (o sem língua) silenciosamente há um plano para calar os gupis e poluir o Mar de Histórias... A maneira como esta aventura salvará o contador de histórias é segredo. Quem quiser saber, que leia o livro!



RUSHDIE, Salman. Haroun e o mar de histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
Copyright © 1990 by Salman Rushdie
Título original: Haroun and the Sea of Stories


Os capítulos são: 1. O Xá do Blábláblá; 2. O Expresso Postal; 3. O Lago Sem Graça; 4. Um Se e um Mas; 5. Os Gupis e os Tchupwalas; 6. A história do espião; 7. Na Zona da Meia-Luz; 8. Guerreiros das Sombras; 9. O Navio das Trevas; 10. O desejo de Haroun; 11. A Princesa Batchit; 12. Foi mesmo o Leão Marinho?

"E era verdade que estava chovendo tanto na cidade triste que só de respirar a gente quase se afogava." (pág. 24)

"(...) Apareceram avisos à beira da estrada alertando sobre o perigo extra, em palavras tão severas que já nem rimavam mais. Um deles dizia: VÁ DEVAGAR OU MORRA DEPRESSA;" (pág.39)

"É a neblina", explicou Haroun. É a Névoa Malévola." (pág. 49)

"A casa flutuante se chamava As Mil e Duas Noites, pois (como disse MasDemais com muita empáfia) "nem nas Mil e Uma Noites existe algo assim."(pág.54)

"(...)qual é o sentido de se dar às pessoas Liberdade de Expressão, e depois dizer que elas não devem utilizá-la? E não é o Poder da Palavra o maior de todos os Poderes? Então decerto deve ter plenas garantias de exercício!" (pág. 139)

"(...) É o nome dele. Ele está tentando se apresentar! Mudra. É o nome dele. Ele está tentando se apresentar! Mudra. Fala Abinaya. É isso que ele está dizendo! 'Abinaya' é o nome de uma língua, a Linguagem de Gestos, a mais antiga de todas, e que, aliás, eu por acaso conheço." (pág.152)

"Kahani", respondeu o policial, alegre, deslizando pela rua inundada. "Não é um belo nome para uma cidade? 'Kahani' quer dizer 'história', sabiam?" (pág.253)

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Tuk Tuks

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Festinha motivo Bollywood x Monopólio Disney

A preciosa dica da Tanara, do blog Chá dos 3 é para quem quer uma decoração diferente...



Eu gosto de festa de criança... Além dos doces, me encanta a decoração, as cores, os balões... O que me entristece é ver o "monopólio" Disney através de uma padronização nas decorações de festas infantis. Concordo que muitas vezes as crianças "pedem" uma festa com os personagens dos desenhos animados que eles costumam assistir e estes são facilmente encontrados em lojas de artigos para festa. Mas é possível sim fazer algo diferente em pequenos detalhes, investindo pouco dinheiro e muita criatividade. Como esta idéia de motivo "Bollywood", para quem busca um diferencial para uma festa com personalidade...
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Nyarana, seu destino e o reflexo do sorriso da princesa Saraswati: Um conto da Índia.

Nayarana e seu destino

Um conto da Índia

Era uma vez dois irmãos. O primeiro era fabulosamente rico, o segundo, Nayarana, era extremamente pobre.
Uma noite, não querendo morrer de fome, Nayarana decidiu roubar trigo nas terras do irmão.
Quando todos já dormiam, ele entrou no campo e colheu algumas espigas. De repente, um homem vestido de preto surgiu e lhe disse:
- O que você está fazendo aí, Nayarana?
- Quem é você? E como sabe meu nome?
- Eu sou o destino de seu irmão e zelo pelos seus bens, mesmo quando ele está dormindo!
- É por isso que tudo dá certo para o meu irmão! Seu destino zela por seus bens até mesmo quando ele dorme! E o meu? Onde está o meu destino, por que ele não cuida de mim?
- Você? Você não deu sorte! - responde o homem de preto. - Seu destino é um grande preguiçoso, que dorme durante o dia e sonha à noite. Para que você nunca o incomodasse, ele foi morar no deserto, do outro lado das três montanhas.
- Mas isso não vai ficar assim! - gritou Nayarana. - Vou acordar o meu destino para que ele encha de trigo as minhas duas mãos!
E lá foi ele... O sol queimava sua pele, as pedras feriam seus pés descalços. Por fim, ele chegou a uma cidade maravilhosa.
Todas as mulheres eram lindas, as hortas cheias de legumes e os pomares cheios de frutas. No entanto, todo mundo tinha um semblante triste.
Nayarana aproximou-se de um velho e perguntou:
- Sua cidade, suas mulheres, suas hortas, seus pomares são lindos, mas vocês são tristes! Por quê?
- É por causa do nosso rei - respondeu o velho. - Ele quer construir uma torre que alcance o céu. Mas cada vez que se coloca uma pedra durante o dia, ela cai durante a noite. Você, que vai se encontrar com seu destino, pergunte a ele por que nossa torre não sobe!
Nayarana prometeu que perguntaria e continuou sua caminhada.
O sol queimava sua pele, as pedras feriam seus pés descalços. De repente, ele viu uma mangueira ao longe. Se aproximou, mas a árvore estava murcha, sem forças, e lhe disse:
- Você, que vai ver seu destino, pergunte para ele por que estou tão fraca e não consigo nem mesmo aguentar o peso dos meus frutos!
Nayarana prometeu que perguntaria e continuou sua caminhada.
O sol queimava sua pele, as pedras feriam seus pés descalços; fatigado, ele avistou o pico da primeira montanha. Viu um ninho com três filhotes de águia. E uma serpente que estava subindo até lá para comê-los. Nayarana pegou uma pedra, atirou e esmagou a cabeça da serpente. Então, do céu, desceu a mamãe águia que lhe disse:
- Eu vi tudo, Nayarana! Eu estava voando alto demais para conseguir descer e salvar meus filhotes! Graças a você, eles estão seguros. Peça-me o que quiser, pois, se eu puder ajudar, o farei com prazer.
Nayarana refletiu, lembrou-se do sol que queimava sua pele e das pedras que feriam seus pés descalços e respondeu:
- Você, que voa no céu, leve-me ao deserto, atrás das três montanhas!
Nayarana então subiu nas costas da águia, que voou pelo céu, atravessando montes e planícies, deixando o deserto para trás.

Nayarana foi caminhando até que trombou com um homem dormindo na areia. Aproximou-se e exclamou:
- Certamente você é meu destino! Ei, destino, acorde! Já dormiu muito, seu preguiçoso!
O destino roncava. Nayarana o balançou, xingou, lhe deu uns pontapés, mas o destino se virou de lado e continuou dormindo.
Nayarana pensou, colocou as mãos nos bolsos... e subitamente sorriu. Tirou do bolso um raminho de palha de uma espiga de trigo que ele tinha roubado do seu irmão.
E com o raminho, ele começou a fazer cócegas na planta dos pés do destino, suplício ao qual ninguém aguenta por muito tempo. O destino começou a rir. Nayarana o agarrou pelos ombros:
- Vamos! Em pé, seu malandro! Você acordou!
E o destino, praguejando, precisou seguir Nayarana.
Mas a vida não é assim tão malfeita: logo Nayarana e seu destino tornaram-se amigos. E os caminhos são sempre mais curtos quando caminhamos em dois, tanto que rapidamente eles chegaram perto da árvore murcha.
- Destino, por que esta mangueira está tão fraca que não consegue suportar o peso de seus frutos?
- Porque um idiota escondeu um tesouro em suas raízes. Por isso, ela não consegue mergulhar muito fundo na terra para buscar seu alimento. Tire o tesouro e a árvore vai resplandecer de saúde!
Nayarana cavou, encontrou um cofre, abriu... Estava cheio de pedras preciosas, de pérolas finas e peças de ouro... Ele carregou o cofre nas costas e os dois continuaram a caminhada. E a árvore já começava a melhorar...

Caminharam, caminharam, até avistarem a bela cidade.
- Destino - perguntou Nayarana -, por que é que aqui, quando se coloca uma pedra durante o dia, ela cai durante a noite?
- Porque o rei deste país tem uma filha, a linda Saraswati! E o brilho do desejo entrou em sua alma, em seu coração, em seu corpo! Ela está chateada: precisa de um amor. Cada pedra que cai é apenas o reflexo de um suspiro da princesa... Basta casá-la para que a torre suba.
Nayarana foi encontrar o rei. Explicou-lhe tudo e terminou dizendo:
- Se isso facilitar as coisas, eu posso ser o marido da princesa! O rei mediu aquele homem sujo, pobre e desmantelado. E não se animou muito... Então, como quem não quisesse nada, Nayarana abriu seu cofre e, como quem não quisesse nada, o rei olhou dentro dele...
... e, quando viu os objetos de ouro, as pedras preciosas, as pérolas finas, ele aceitou o casamento.
Nayarana tornou-se rei e marido da feliz princesa. Começou a construir a torre e ela subiu, porque cada pedra colocada era o reflexo do sorriso da bela Saraswati!
E ele sempre guardou em seu bolso um raminho de palha. Nunca se sabe! Se seu destino voltasse a dormir, ele já saberia o que fazer para despertá-lo.

GENDRIN, Catherine. Volta ao mundo dos contos nas asas de um pássaro. São Paulo: Edições SM, 2007, página 89 a 93.

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os saris da minha mãe

Os Saris da minha mãe 
Por Pooja Makhijani e Elena Gomez

— Quando é que vou poder vestir um sari? — perguntei à minha mãe, saltando para cima da sua cama.
A minha mãe pegou numa mala de couro, dentro da qual guarda todos os seus saris, e que está sempre debaixo da cama. A mala contém o sari de cetim amarelo que ela usou na festa do bebé da Uma Didi, o sari cor de pêssego, que é fino como uma teia de aranha, e o meu favorito, o sari vermelho do seu casamento. Só o vi uma vez, porque está cuidadosamente embrulhado num velho lençol de cama.
— Podes vestir saris quando fores mais velha — disse a minha mãe, abrindo a mala.
— Mas hoje faço sete anos e vamos ter uma festa! Por isso é que estás a usar um sari.
A minha mãe só abre esta mala em dias especiais. A mãe dela, a Nanima, usa um sari todos os dias, mesmo quando dorme. As dobras e os recantos dos saris da Nanima estão cheios de segredos. Neles encontro moedas, alfinetes de segurança, e o seu odor permanente a sabonete de sândalo.
A minha mãe corre o fecho da mala e eu tento absorver todas as cores que ela encerra.
— Ajudas-me a escolher um sari? — pede.
— Claro que sim — respondo.
Talvez ela me deixe escolher um também.
— Que tal me fica este? — pergunta, segurando um sari cor de púrpura junto do rosto.
— Oh mãe, pareces uma beringela — rio.
— E este?
A minha mãe desenrola um sari de seda preta que brilha como um céu estrelado.
— Esse não, porque já o usaste na festa de anos da Devi Masi.
— Não acredito que te lembres disso tudo!
Mas é verdade que me lembro de todos os saris que a minha mãe usou. Ainda me lembro do sari cor de lavanda, que ela vestiu na festa do Diwali, e do sari cor de magenta com veados bordados, que ela vestiu no dia em que a Nanima nos fez a primeira visita.
A minha mãe fica lindíssima com saris. São tão diferentes das camisolas cinzentas e das calças castanhas que veste todos os dias para ir trabalhar.
— E este? — pergunto, apontando para um sari que nunca tinha visto.
Parece uma bola de fogo laranja e as pontas vermelhas parecem ter sido mergulhadas em tinta vermelha. A minha mãe sorri:
— Usei esse sari no dia em que te trouxemos do hospital. Todos os teus tios e tias vieram dar-te as boas vindas.
— Veste-o hoje outra vez!
A minha mãe desenrola-o e molda-o ao corpo. O sari brilha como o sol poente.
Olho para as minhas roupas e sinto-me desinteressante em comparação.
— Porque não posso usar um sari?
— Os saris são para mulheres adultas. Mesmo que o dobrasses várias vezes, acabarias por tropeçar nele.
— Nunca me deixas fazer nada. Ontem, disseste-me que não podia ir para a escola com sapatos de festa, embora todos os dias calces tacões para ir trabalhar.
— Porque não usas a tua 
chanya choli? — sugeriu. — Disseste-me que os espelhos da saia te faziam parecer uma princesa.
— Não quero. Já tenho idade para usar um sari. Já não preciso de luz de presença no quarto e consigo servir-me de leite de manhã sem entornar uma gota.
A minha mãe ficou calada durante algum tempo. Depois disse:
— Lembro-me da primeira vez que usei um dos saris da minha mãe. Senti-me tão crescida!
— Por favor, mamã, deixa-me escolher um — sussurro. — Até sei qual quero usar.
— Bem, estás a ficar mais alta e talvez consigamos segurar as dobras com muitos alfinetes. Mas só vestes o sari hoje, porque fazes anos.
— E posso vestir outro quando fizer oito anos? Nessa altura, já serei tão alta como tu!
A minha mãe ri e começa a mostrar-me os saris, um a um. Quando só resta um no fundo da mala, exclamo:
— É esse mesmo! O azul com flores douradas nas pontas.
— Põe-te de pé em cima da cama — pede a minha mãe.
Depois, começa a enrolar o sari em volta do meu corpo. Quando tento ver-me ao espelho, avisa:
— Espera, ainda não estás pronta!
De uma latinha em forma de coração que tem no armário, tira algumas pulseiras em ouro. Coloca seis no meu braço, que caem no chão a tilintar quando o estico.
— Temos de pedir à Nanima que nos envie pulseiras que condigam com este sari — brinca a minha mãe.
— Já posso ver-me ao espelho? — peço.
— Só mais uma coisa — responde a minha mãe, abrindo uma gaveta da cómoda.
Dela retira uma pequena caixa que contém alguns bindis de cores e feitios diferentes. Pega num prateado e coloca-o bem no meio das minhas sobrancelhas.
— Já podes olhar.
Debruço-me sobre o espelho, pegando no sari com cuidado.
— Que tal?
Sinto-me a flutuar num oceano de azul. O material reluzente faz-me brilhar. É tão bonito que digo, dedilhando a borda do sari:
— Acho que estou parecida contigo, mãe!
Pooja Makhijani; Elena Gomez. Mama’s Saris. New York: Hachette Book, 2007
(Tradução e adaptação)
* * *
GLOSSÁRIO DE PALAVRAS EM HINDI
Bindi – sinal decorativo que as mulheres hindus usam na testa. Antigamente, era sempre um sinal vermelho e simbolizava o estatuto da mulher casada. Hoje em dia, é considerado um acessório de moda e não conhece restrições de cor ou feitio.
Chanya choli – conjunto de saia larga e blusa justa, tradicionalmente usado pelas mulheres dos estados do Gurajat e do Rajastão.
Didi – termo respeitoso usado para com uma irmã mais velha, uma prima, ou uma amiga.
Diwali – significa “fiadas de luzes acesas”. É o festival da renovação da vida, o Festival das Luzes, no qual é comum as pessoas usarem roupas novas. É uma altura em que as famílias acendem lâmpadas de azeite e as colocam em torno das casas, para dar as boas vindas ao novo ano.
Masi – a irmã da mãe.
Nanima – a mãe da mãe.
Sari – o traje tradicional das mulheres indianas. Um sari é um pano de 6,30m de comprimento e 1,20m de largura, cujos estilo, cor e textura variam muito. Pode também ser dobrado de forma diferente, conforme o estatuto, a idade, a profissão, a religião e a região da mulher.
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sábado, 26 de junho de 2010

A "filha" Parvitira...

Parvitira recebeu este nome do tio Vinodh lá do Tamil Nadu...




Fazia tempo que eu estava procurando um fantoche indiano para contar histórias e brincar com as crianças. Como não encontrei um pronto, resolvi testar minhas habilidades com agulha e linha. Gostei do resultado!

Ela tem os olhos negros, penteado da vovó, fala demais igual a mamãe e já nasceu de bindi e piercing no nariz...

=D
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Contos de fadas indianos



 
 "Princesas que irradiam luz como a lua e iluminam a noite de sua cidade; outras que realizam toda espécie de façanhas por amor a um homem, aqui se revelam mulheres apaixonadamente corajosas e dotadas de grande força para vencer os reveses e as imposições que a vida ou os homens lhes impõem." 
 
JACOBS, Jospeh . Contos de fadas indianos. São Paulo: Landy, 2001.
Título original: Indian Fairy Tales 

São 29 contos de fadas, entre eles os meus favoritos "Como o filho do rajá conquistou a princesa Labam", "O violino mágico", "A magnífica Laili", "O filho do astrólogo", "O filho das sete rainhas", "Rajá Rasalu", "O menino com uma lua na testa e uma estrela no queixo", "A cidade de marfim e a princesa encantada" e "No dia em que o Sol, a Lua e o Vento saíram para jantar".

Este sim é um livro muito interessante. Os contos selecionados por Joseph Jacobs são maravilhosos e encantam qualquer pessoa. Alguns são longos e se subdividem, como se houvessem histórias dentro das histórias. Outros são curtos e a narrativa não é entrecortada por outras. Esta seleção é perfeita para ser adaptada para contadores de histórias, elas descrevem histórias mágicas e cenários incríveis. Contos narrados com arte.

A capa da edição brasileira, assinada por Camila Mesquita é linda. Não sei informar se ela é a ilustradora ou se apenas fez o projeto gráfico sobre alguma ilustração indiana de outro artista. Na parte de trás há um elefante, na "orelha" uma linda mulher indiana e na capa há a imagem de um homem indiano. (A reprodução que acompanha esta postagem não está muito boa, mas as ilustrações são belíssimas). Vale a pena procurar o livro e ver as ilustrações, dar uma olhada nas histórias.

O livro também possui um Glossário para você acompanhar algumas palavras do vocabulário que estão escritas em hindi ou descrições de seres fantásticos e mitológicos.
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quarta-feira, 31 de março de 2010

"As 14 pérolas da Índia" ilustrações de Ionit Zilberman


Para quem estava curioso sobre a incrível ilustração que está no topo do blog... Aqui estão mais algumas das belíssimas ilustrações de Ionit Zilberman para o livro





IONIT ZILBERMAN nasceu em 1972, na cidade de Tel Aviv, mas a família se mudou para São Paulo quando ela tinha seis anos. Ela estudou Artes Plásticas e começou a carreira ilustrando para jornais e revistas. Há mais de dez anos dedica-se à ilustração e tem trabalhos publicados em diversas revistas e livros. 


Leia a postagem anterior sobre o livro clicando aqui
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