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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A de açafrão

"Extraído dos estigmas das flores de uma variedade de Crocus sativus, planta da família das Iridáceas. É usado desde a Antiguidade como especiaria, principalmente na culinária mediterrânea, sua região de origem. Para preparar 1 quilo de açafrão são processadas manualmente cerca de 100 mil flores."

Fonte: Abril Coleções. Índia. São Paulo: Abril, 2010. p. 160.

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domingo, 18 de janeiro de 2015

Afrodisíacos: O desbravamento sensorial dos portugueses no Caminho das Índias


Sim, era preciso conservar os alimentos por mais tempo e amenizar o cheiro e sabor de estragado, mas não se engane achando que as especiarias vindas do Oriente serviam "apenas" como temperos...

Imagem do filme "The Mistress of Spices" baseado na obra de Chitra Divakaruni.
"O estímulo renovado dos sentidos foi uma das facetas mais exuberantes do Renascimentos, não apenas na expressão artística, mas também no desenvolvimento de uma sensualização dos costumes. Portugal era a porta de entrada desses produtos. Se, por um lado, o reino não conheceu a exaltação pictórica, poética, gastronômica e luxuriosa do corpo, ele constituiu-se na placa giratória que distribuía especiarias de luxo vindas do Oriente para as cortes da França e das ricas cidades italianas.

Um dos cronistas a perceber o desbravamento sensorial vivido pelos portugueses foi Garcia da Orta. De origem hebraica e amigo de Camões, ele dedicou-se ao estudo da farmacopeia oriental. A descoberta de novas faunas e flores permitiu-lhe saudar, com entusiasmo, os afrodisíacos largamente utilizados nesta parte do mundo. Ele não apenas menciona a cannabis sativa, banguê ou maconha, mas exalta também as virtudes do ópio. Fundamentado em sua convivência com os indianos, Orta sabia que o ópio era usado como excitante sexual capaz de duas funções: agilizar a "virtude imaginativa" e retardar a "virtude expulsiva", ou seja, controlar o orgasmo e a ejaculação. Além desses dois produtos, Orta menciona o bétel, uma piperácea cuja folha se masca em muitas regiões do oceano Índico, lembrando sobre o seu uso que "a mulher que há de tratar de amores nunca fala com o homem sem que o traga mastigado na boca primeiro"."

(DEL PRIORE, Mary. Histórias íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2011, p. 37-38.)
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Bombay Sapphire



Eis que pelas minhas andanças vislumbro uma garrafa azul linda no setor de bebidas da loja...

Me aproximei para ver melhor e me deparo com a Rainha Vitória azulada pela "safira de Bombaim".

Não era uma simples bebida azul... Era Bombay Sapphire, o melhor gim do mundo que este ano completa 251 anos!

Vai uma bebidinha aí? Pela glória da rainha?

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Livro Guia Índia Chic

livro índia

Para quem gosta de viajar em grande estilo, sem abrir mão do conforto. O guia Índia Chic oferece os serviços de spas e hotéis luxuosos, como o que tem vista para o Taj Mahal, em Agra. Apresenta ainda dados sobre passeios em embarcações especiais que viajam pelo rio Ganges. Revela as maravilhas do exótico país, como a notável arquitetura do Rajastão e as paisagens exuberantes dos palácios e monumentos religiosos, tudo para viajantes exigentes.


Publifolha, 240 páginas.


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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mantra restaurante indiano

A dica de hoje foi enviada pela aniversariante do dia Helena meses atrás.



Trata-se de um link que ela encontrou no Street Style Porto Alegre sobre o restaurante indiano Mantra

Estou reproduzindo duas imagens da postagem original. Quem sabe em breve não compartilho algumas imagens minhas do interior do Mantra?


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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Frango Tandoori




A foto ao lado é de um Tandoor, tradicional forno a lenha de formato cilíndrico popular no norte da Índia e em outros países orientais. 

Reproduzo uma receita do livro Índia: Os caminhos entre a fé e a modernidade (que pode ser seu clicando aqui) originalmente feita em tandoor, mas adaptada para forno comum.


Prato típico do Norte da Índia e do atual Paquistão, o Frango Tandoori é mais um sabor indiano que conquistou o mundo.

Para prepará-lo você precisará de:

- 2 colheres de sopa de coentro em pó
- 1 colher de sopa de páprica doce
- 1 colher de sopa de cominho em pó
- 1 colher de sopa de açafrão
- 1 colher de páprica em pó
- 2 colheres de chá de pimenta-malagueta em pó
- 1 colher de chá de cardamomo em pó
- 4 dentes de alho picados
- 1 raiz de gengibre pequena picada
- 250 ml de iogurte desnatado
- suco de 2 limões sicilianos
- raspa da casca de 1 limão
- 8 coxas de frango sem pele

Modo de preparo
Transforme o alho e o gengibre em uma pasta homogênea com um moedor.
Adicione o iogurte, o suco de limão e a raspa da casca, o restante dos temperos e misture bem.
Espete o frango com um garfo, de modo a fazer pequenos buraquinhos por onde o tempero possa penetrar. Coloque-o em uma forma, esfregue-o e cubra-o com dois terços da pasta de temperos.
Deixe-os marinando na geladeira, cobertos com papel alumínio, por 10 horas.
Pré-aqueça o forno a 210ºC.
Forre uma assadeira com papel alumínio e ponha o frango marinado para assar.
Espalhe o resto da pasta de temperos sobre o frango e asse por cerca de uma hora, até que fiquem macios e tenros ao toque.
(Para quem quiser mais informações sobre esse forno e os temperos recomendo a leitura do livro Arqueologias Culinárias da Índia)
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Especiarias


Especialmente para a manhã de hoje!

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

India - Brazil: "Balde", "jangada", sarapatel, caju, manga...

   "Assim como nós temos um passado colonial ligado aos portugueses, regiões do país também foram colônias de Portugal. As igrejas barrocas de Goa, por exemplo, fazem pensar que estamos em Ouro Preto, Recife, Salvador. Em frente à catedral de Goa, vemos uma estátua de Camões.
   No intercâmbio entre os dois países houve também uma troca de sementes, gados, mudas de plantas e... palavras. O caju foi daqui para lá; a primavera (ou bunganvilia), planta nativa do Brasil, com suas flores tão coloridas e alegres é encontrada em todo o território indiano. A manga veio de lá para cá. O gado nelore também. O sapoti, fruta do Norte brasileiro, lá chama-se sapota. Palavras da língua portuguesa como "jangada", "açúcar", "andor", "balde", têm sua origem na Índia. O sarapatel, prato da culinária brasileira, veio de lá."

ALMEIDA, Lúcia Fabrini de. O cabeça de elefante e outras histórias da mitologia indiana. São Paulo: Cosac & Naify, 2001. pág. 94.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bolo "indian style"


Lindo este bolo decorado em estilo indiano, como se um saree o estivesse cobrindo...
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terça-feira, 15 de março de 2011

Suco de tangerina e gengibre

Suco de tangerina e gengibre


15 tangerinas murgote lavadas
1 colher (sobremesa) de gengibre fresco ralado
Açúcar ou adoçante a gosto

Esprema as tangerinas, coe o suco e despeje em uma jarra. Junte o gengibre, adoce e leve à geladeira até o momento de servir.

Rende aproximadamente 1 litro.

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Comemorar o festival do Holi em São Paulo...


Cardápio
3 tipos de petiscos com 5 tipos de molhos 

Samosa: Pastel Indiano de vegetais. 
Pakora: Vegetais empanados com farinha de grão de bico. 
Chicken tikka: File de frango em cubos marinades com especiarias e assados no forno. 

7 tipos de saladas e Raita 

Pratos Principais 
Vegetable curry: Um prato do dia a dia indiano, composto de vegetais ao molho curry. 
Chana masala: Grão de bico cozindo ao molho curry. 
Aloo gobi: Couve-folr e batata preparados com cebola, especiarias indianas e curcuma. 
Handi dal: Lentillas amarelas cozidas com especiarias aromaticas,cebola,tomate e gengibre. 
Murg Korma: Cubos de peito de frango cozidos ao crème de curry e leite de coco. 

Pães 
Naan: Pao indiano feito com farinha de trigo refinado, feito no forno Tandoor. 
Chapati: Pao indiano feito com farinha de integral feito em chapa. 

Arroz 
Sada chawal: Arroz Branco. 
Navaratna pulao: Arroz cozido com vegetais variados, especiarias aromaticas e frutas secas. 

Sobremesas 
Gulab jamun: Bolinha de leite reduzida, recheada com pistache, frita, embebida em calda de açúcar e cardamono. 
Gajar ka halwa: Doce de cenoura. 

Reservas: 
Kiran: 011-82828428 / 011-66367644 
Adriana: 011-78301863 
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Barfi - Fudge de Leite

Este tradicional doce indiano é feito com leite condensado e açúcar. Para dar um toque especial, pode-se adicionar nozes e temperos - e até mesmo lentilha e vegetais. Para uma versão mais condimentada, coloque um pouco de cardamomo moído. Sirva com café ou chá durante a tarde, ou como sobremesa.
Rendimento: 16 pedaços
Preparo: 5 minutos
Cozimento: 12 minutos
1 colher (chá) de manteiga
55 g de açúcar refinado
185 ml de creme de leite fresco
125 g de leite em pó

1- Derreta a manteiga em uma panela com fundo reforçado em fogo médio. Adicione o açúcar e mexa por 3 minutos, ou até o açúcar derreter por completo.

2- Adicione o creme de leite e meza bem por 3 minutos.

3- Junte o leite em pó e continue a mexer por 5 minutos, até a mistura começar a engrossar.

4- Jogue a mistura sobre uma folha de papel manteiga e deixe descansar por 5 minutos. Depois, com uma espátula, espalhe a mistura, deixando-a com 1,5 cm de espessura.

5- Deixe o doce esfriar completamente. Depois, com uma faca afiada, corte em losangos de 2,5 cm. Sirva imediatamente ou conserve na geladeira em recipiente bem fechado, por 5 dias.

MALHI, Manju. Culinária indiana: receitas especiais fáceis de fazer. São Paulo: Publifolha, 2009.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E a dica de hoje é o Holi no Sharin



Para quem está no sul do Brasil hoje, corra até o Restaurante Sharin e aprecie a festa do Holi...

=)
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Índia para todos

Agradeço a colega Tanara, amiga e parceira de trocas culturais indianas desde tempos remotos, pela gentileza de me indicar a matéria...

Índia para todos

Quatro viajantes contam aqui suas experiências pelo país berço da ioga e de outras tradições milenares que hipnotizam o Ocidente.

por Iracy Paulina (para CLAUDIA)



Jaipur 
Foto: Divulgação









Bordados da arquitetura


"Eles enfeitam qualquer parede com desenhos maravilhosos. Parece que tudo é bordado na Índia", derrete-se a designer de interiores Neza Cesar, apaixonada pela riqueza de detalhes da arquitetura local. "As construções são feitas para agradar a uma divindade. Por isso, a planta precisa obedecer a uma série de recomendações do Vastu, espécie de feng shui dos indianos", conta. Outra característica dos prédios é a ausência de portas. "Eles usam arcos e jardins internos, para que a energia circule." 


Entre os monumentos considerados "imperdíveis" pela designer, está o forte Amber, em Jaipur. Construído em mármore branco e arenito vermelho, em 1592, pelo marajá Man Singh, constitui um exemplar típico da arquitetura da dinastia Rajput, com tetos forrados de espelhos, passagens secretas e templos. 

Outra cidade que não deve ficar de fora do roteiro é Agra, distante cerca de 200 quilômetros de Délhi, berço do famoso Taj Mahal, o mausoléu construído pelo imperador Shah Jahan no século 17 para homenagear sua segunda esposa, Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz um dos filhos do casal. Erigido em mármore branco com marchetaria em pedras, o monumento levou 15 anos para ficar pronto e empregou 20 mil operários. 

Ainda na cidade, o forte e o palácio de arenito vermelho são outras atrações majestosas. O forte começou a ser erguido pelo imperador Shah Jahan, que, mais tarde, foi encarcerado lá por um de seus filhos. Pediu para ser preso em uma das alas com vista para o Taj Mahal, onde sua amada estava enterrada, e foi atendido. Esse cômodo é aberto aos turistas, que podem desfrutar da mesma vista.



Aventura espiritual

Namastê, o típico cumprimento indiano, já diz tudo. Significa "o deus que há em mim saúda o deus que há em você". "Na verdade, a tradição hinduísta é mais do que uma corrente religiosa", explica a mestra de ioga Marcia De Luca. "Manifesta-se em todos os aspectos, na divisão da sociedade em castas, na arquitetura, na filosofia, na meditação, nas festas e festivais. 

A cultura indiana é orientada pelas escrituras sagradas, os Vedas, com mais de 5 mil anos. De acordo com a filosofia védica, para viver em harmonia, o ser humano precisa encontrar o seu lugar no Universo. Um dos caminhos é a ioga. "A prática foi disseminada no Ocidente por grandes autoridades espirituais do passado, como Yogananda e Aurobindo", diz Marcia. Atualmente, quatro grandes mestres atraem multidões para os seus ashrans (escolas ou comunidades). Marcia freqüenta o maior deles, Parmarth Niketan, do mestre Pujya Swamiji, na cidade de Rishikesh, no sopé do Himalaia. Ali também está a escola de outro grande mestre, Dayananda. 

No sul do país, Marcia sugere ainda a mestra do abraço, Amma, cujo ashram fica na cidadezinha de Amritapuri, em Kerala; e o guru Sathya Sai Baba, que comanda três comunidades, em Puttaparthy, Bangalore e Kidai Kanal. Todos esses ashrams acolhem turistas - com instalações simples e preço razoável - para temporadas de meditação e ioga.





Jaipur 
Foto: Divulgação








Exuberância feminina


Como se veste uma mulher que acredita que o corpo é a morada dos deuses? Para entender cada detalhe desse guarda-roupa tão especial, Emilia Duncan, a figurinista da novela global Caminho das Índias (2008), mergulhou de cabeça na pesquisa da indumentária do povo indiano. "Não importa se a mulher é rica ou pobre, ela se embeleza dos pés à cabeça para agradar às divindades." 


A indumentária feminina básica é composta de sáris, tecido enrolado ao corpo, e punjabi, conjunto de túnica e calça comprida. Os conselhos de Emilia: Jaipur é ótimo para quem quer comprar joias; a capital, Nova Délhi, é a meca dos tecidos, pois reúne produtos do país inteiro. Em todas as lojas, prepare-se para um ritual. "Tire os sapatos para entrar. Lá dentro, você senta numa almofada, o dono vem atendê-la, oferece um chá e mostra tudo. E pode barganhar o preço", afirma ela.



Festa de sabores

Para os indianos, uma refeição completa deve harmonizar todos os sabores - doce, salgado, amargo, ácido, picante e adstringente. As especiarias, usadas em abundância, servem para realçar sabores e aromas e também para equilibrar os chacras (centros de energia localizados ao longo da coluna), cumprindo um papel digestivo e nutricional. 

As massalas são misturas de temperos como cardamomo, gengibre, cominho, pimenta e curry. Formada em hotelaria na Áustria, a paulista Manuela Mantegari Narvania começou a desvendar todos esses segredos ao se casar com um indiano e acabou abrindo um bufê e um restaurante em São Paulo, o Curry Comida Indiana. "Minha sogra e minha cunhada me mandavam receitas, depois complementei o cardápio durante as viagens", diz ela. 

Manuela lembra que o menu indiano não é apenas vegetariano. "A ala muçulmana adota a carne de carneiro, e há regiões em que se comem frango e peixe." Em linhas gerais, no norte impera o uso de grãos, com vários tipos de lentilha e ervilha. No sul, o arroz e o coco roubam a cena. Usa-se muito o tandoori, forno de barro, onde são assados as carnes, os legumes e shapati, pão à base de farinha integral e água. Para os turistas que visitam Jaipur, ela indica o Chokhidhani, um centro onde se pode conhecer as comidas típicas e as danças indianas.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Chapati (Pão indiano cozido na chapa)




Que tal uma receita prática de um dos tipos de pão indianos mais famosos? O Chapati pode ser servido como acompanhamento de outros pratos ou como uma espécie de "panqueca" com recheio doce ou salgado...

* * *
O pão seguinte é o chapati, que faz parte da história do Mutiny (motim) de 1857, conhecido também como Revolta dos Cipaios ou dos Chapatis... 

Chapati (Pão cozido na chapa)

*250 g ou 2 1/3 xícaras de farinha de trigo integral
* 50 g de usli ghee derretida
* 1 pitada de sal
* água morna (a que for necessária para dar o ponto)

Misture a farinha e o sal e vá juntando água morna para dar o ponto de rosca. Sove a massa bastante, até que se torne não apenas firme, mas também lisa. O ideal é que se deixe a massa "pensar" durante a noite, mas, caso tenha pressa, deixe descansar apenas uma hora.

Forme bolinhas de cerca de 4,5 cm de diâmetro e estique-as com o rolo de pastel, até que a espessura fique de 3 mm. Aqueça uma frigideira de ferro, ou que tenha fundo grosso e coloque os bocados de chapatis que couberem. Espere de um minuto a dois minutos, e vire para o outro lado, deixando o mesmo tempo. Com um pegador, tome cada chapati e coloque diretamente na grelha ou numa panela pré-esquentada, tampe e deixe abafado por um tempo. Quando estiver estufado, espalhe usli ghee ou manteiga e deixe embrulhados em panos até a hora de servir.

(CAMARGO-MORO, Fernanda. Arqueologias Culinárias da Índia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2006, pág. 67)
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sábado, 15 de maio de 2010

Aam Ki Chutney - Chutney de Manga

Na Índia, o chutney costuma ter um sabor mais azedo e é servido junto a um prato principal ou para acompanhar petiscos salgados. Apesar de existirem diversos chutneys de manga disponíveis no mercado, é difícil achar um que tenha pedaços generosos de fruta.



Rendimento: 4 porções
Preparo: 10 minutos
Cozimento: 10 minutos


1 colher (sopa) de óleo vegetal
1 manga grande em cubos
2,5 cm de gengibre descascado e ralado
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de vinagre de malte
1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino
1/2 colher (chá) de sal

1) Aqueça o óleo numa panela de fundo grosso, em fogo baixo.
2) Adicione a manga, o gengibre, o açúcar, o vinagre, a pimenta e o sal e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, por cerca de 15 minutos, ou até a manga amolecer.
3) Retire a panela do fogo e deixe esfriar completamente.
4) Transfira o chutney para uma vasilha, tampe bem e deixe na geladeira por até 2 semanas.

MALHI, Manju. Culinária indiana: receitas especiais fáceis de fazer. São Paulo: Publifolha, 2009.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Coleção Arte Gastronômica Indiana - Govinda Indian Restaurant







"Atualmente, tendo um fluxo muito grande de indianos vindos de várias partes do mundo e se instalando no Brasil, o restaurante Govinda se especializou em diversas receitas regionais da Índia, para atender a esse novo público, que hoje conta com mais de 2.000 imigrantes somente em São Paulo" (Um pouco de História, página 5) 


Gostei da proposta da revistinha de culinária da editora Arte Antiga, lançada em 2009 e vendida em bancas de jornal. Além de contar com 12 sugestões de pratos e sobremesas indianas, a revista tem uma matéria sobre o Govinda Indian Restaurant em São Paulo, de propriedade de Mukesh Chandra e Marcy Campos. 

O restaurante organiza eventos culturais e também conta com uma loja de artigos indianos. Para conhecer mais sobre o restaurante visite o site Govinda Indian Restaurant.



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sábado, 13 de março de 2010

"Gulosas Andanças pelas Mil Índias" Kerala & Malabar, uma pitada de História


Costa do Malabar, Rajás, Especiarias, Comércio, Disputas, História, Poderosas Princesas, Império Português na Índia... Uma pitada de História do Kerala, um estado no sul da Índia.


    Como num conto de fadas*

Pela historiadora, arqueóloga e museóloga brasileira

O Sul da Costa Oeste do Decão, denominado pelos árabes de Malabar, é formado por terras que se estendem do Sul de Mangalore até as proximidades do Cabo Camorim, extremo sul da península. Terra de fragrâncias, de jardins de especiarias, a costa do Decão é banhada pelo Índico, o oceano em que o comércio de aromas e especiarias foi sempre atuante e que se disseminou pela Costa Oriental da África, banhando o país dos zendji, as ilhas do Sudeste Asiático, até o Mar do Sul da China e as zonas costeiras do Decão, chegando à Arábia, à entrada da Porta das Lágrimas, a Bab-el-Mandeb, e ao Golfo Pérsico. O Malabar foi o berço da pimenta negra e do cardamono, e, mais tarde, lá chegaram, do Ceilão, a canela; os cravos e moscadas, das Maloucas; a canela cássia, da China; bem como muitos outros grãos, além de aromas que levam ao paraíso. 
Ao chegar à região, vi as pimenteiras enormes se enroscando nas palmeiras e se elevando às alturas, seus cachos de bagas, os morros cobertos e perfumados de cardamonos muito verdes, os canais e as backwaters, onde os nenúfares e os lótus habitam, contornados de palmeiras, de charcos plantados de arroz, de fazendas de criação de patos, de santuários onde se escondem milhares de pássaros, além do entremeio de longas faixas de areia e de entrepostos de especiarias. Como desassociar o sabor dos aromas destas especiarias? A entrada nas ruas da antiga aldeia de Mattantcherri, nas vizinhanças de Cochin, me lembrou os grandes bolos de especiarias da minha infância.

Kerala, nome dado a este novo Estado, criado a partir da união de outros, já numa Índia independente das pressões européias do colonialismo, estende-se pela Costa do Malabar, e seu encanto me fez percorrê-lo de Kozhikode (Calicut) a Thiruvanathapuran (Trinvandum), penetrando no Tamil Nadu, indo até Kanniyakumari, que celebra a deusa virgem (encarnação de Parvati), e que os portugueses denominaram Cabo Camorim. Pelo caminho, pude testemunhar o dia-a-dia dos elefantes em seu santuário do rio, o Periyar; sentir o misticismo dos templos de Ayyappan, o deus do equilíbrio, e a presença da grande deusa Bhagavathi; e descansar nos remansos dos alagados costeiros entre Allepey e Quillon, ou nas frescas casas tarawad, as casas familiares, com seus imensos tetos caídos, depois de subir as montanhas de chá e cardamono dos montes Nilgiri e reconhecer os remanescentes arqueológicos de Muziris.
No tempo do Império Chera, também conhecido como Era de Sangam, nos primeiros quinhentos anos da Era Cristã, o porto de Cranganore, o Muziris dos romanos, foi um dos mais importantes pra o comércio de especiarias. Já o porto de Arikamedu foi um dentre outros grandes centros mercantis, situado no outro lado da península, na Costa do Coramandel, nas proximidades de Ponduku, hoje Pondichéry. Aos mercadores fenícios, gregos, romanos, chineses e árabes, lá se juntaram os indianos chettinads, bohris, mappilais e banias, além de, em diversas épocas, refugiados religiosos judeus e cristãos. Segundo consta, os primeiros cristãos teriam vindo no rastro do apóstolo Tomás.


No século XII, o Malabar foi dividido em diversos reinos. Quando os portugueses chegaram, em 1498, já havia sinagogas, igrejas cristãs de rito oriental e mesquitas, além dos inúmeros templos hindus, jainas, e, em menor quantidade, budistas. A população indiana era imensa. Quatro famílias reais dominavam a região e agrupavam em volta delas rajás de menor importância. O maior poder temporal cabia aos samudras de Ernad. Os príncipes de Venad se impunham em prestígio. Os kolathiri de Eli, que reclamavam para eles a mais ilustre linhagem, governavam a área Norte. E os reis de Perumpanappunad, ainda que independentes, ocupavam uma posição inferior, devido certamente à pouca idade de sua riqueza e as certas contendas com os samudras ou "senhores do mar", também conhecidos como samorins. Os autores portugueses sempre se referem a esses reinos usando o nome de suas cidades principais: Calicut, Quillon, Cannanore e Cochin.
Nestes reinos, a lei dinástica matrilinear levava ao poder supremo o filho mais velho de todos os ramos reunidos, o que não impedia os soberanos de favorecerem seus próprios filhos, doando-lhes províncias inteiras, o que provocava fortes disputas em linhas familiares paralelas. As princesas-mães tinham um grande poder e, com a ajuda de brâmanes e adivinhos, podiam convencer rajás a se retirarem do mundo, a fim de elevar ao trono um de seus irmãos. As disputas pelo poder viravam terríveis rivalidades fratricidas, das quais os protugueses souberam tirar proveito.



*CAMARGO-MORO, Fernanda. Arqueologias Culinárias da Índia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. pág. 77 a 79.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Samosas

Espero que tenham gostado da receita de pooris. E para os amigos que pediram uma adaptação com recheio aqui está:

Samosas

Para fazer a massa da Samosa siga a última receita de Poori que postei essa semana (neste link aqui) até o passo número 3.

A sugestão é uma Samosa Vegetariana, porém, quem quiser pode fazer o receheio que preferir, eu gosto com frango, queijo e orégano ou palmito.

Rendimento: 16 porções
Preparo: 20 minutos
Cozimento: 20 minutos

2 colheres (sopa) de óleo para refogar
óleo para fritar
1/2 colher (chá) de sementes de cominho
2 pimentas verdes bem picadas
1 cebola picada
1/4 de colher (chá) de sal
1/4 de colhern (chá) de coentro em pó
uma pitada de garam massala (veja sobre Garam Massala aqui)
300 g de batatas cozidas e amassadas
um punhado de folhas de coentro picadas
4 colheres (sopa) de farinha e um pouco de água para fazer uma "cola"


1) Aqueça o óleo em uma figideira em fogo médio. Adicione as sementes de cominho e refogue por 30 segundos, sem parar de mexer. Adicione a pimenta verde e a cebola e continue mexendo por aproximadamente 7 minutos, ou até as cebolas dourarem. Junte o sal, o coentro em pó, o garam massala e mexa por mais 1 minuto. Junte as batatas e as folhas de coentro.

2) Divida a massa em 8 bolas iguais e abra cada uma com o rolo em uma superfície com um pouco de farinha de trigo para não grudar. Faça círculos e depois corte- os ao meio.

3) Aplique a "cola" nas extremidades de cada semicírculo de massa e modele-o em formato de cone. Recheie com 1 colher (sopa) da mistura de batata.

4) Sele a samosa com mais um pouquinho da "cola", pressionando as extremidades. Repita até a massa aabar.

5) Esquente óleo suficiente para fritar. Para saber se já está quente, jogue um pedacinho de massa e, se ela fritar rapidamente e não afundar, o óleo já pode ser usado.

6) Frite uma samosa por vez, por 3-4 minutos, ou até ficarem douradas. Retire com a escumadeira e coloque em papel-toalha. Podem ser consumidas até 2 dias depois de feitas, mas mantenha-as na geladeira. Reaqueça-as no forno (180°C) por 10-15 minutos. Sirva quente, com chutney de coentro.

Receita na página 36.

MALHI, Manju. Culinária indiana: receitas especiais fáceis de fazer. São Paulo: Publifolha, 2009.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pooris

Estes pães fritos e sem fermento são servidos em redes de fast-food na Índia, e são feitos em casa também para comemorações. São servidos com pratos doces ou salgados. Na Índia, são também consumidos no café-da-manhã.

Rendimento: 8 porções
Preparo: 10 minutos
Cozimento: 8 minutos

300g de farinha de trigo
15g de manteiga em temperatura ambiente
óleo vegetal para fritar e para a superfície de trabalho


1- Peneire a farinha em uma tigela grande, adicione a manteiga e 4 colheres (sopa) de água. Misture com as mãos até obter uma massa homogênea.

2- Sove a massa com o punho fechado. Umedeça os dedos e pressione a massa até ficar macia e flexível. Esse processo leva cerca de 10 minutos.

3- Divida a massa em 8 bolas iguais. Passe um pouco de óleo na superfície em que for trabalhar a massa. Coloque óleo numa panela até ficar bem quente. Na dúvida, jogue um pedacinho da massa e, se ela ficar na superfície e fritar rapidamente, o óleo está quente.

4- Abra cada bola com o rolo, deixando-a em formato de disco e bem fina.

5- Frite os pooris no óleo já quente, certificando-se de que ambos os lados estejam dourados. Use a escumadeira para virá-los.

6- Retire os pooris e coloque-os em uma travessa com papel-toalha. Esses pães podem ser feitos com antecedência, mas devem ser reaquecidos no forno antes de serem consumidos. Sirva quente.


MALHI, Manju. Culinária indiana: receitas especiais fáceis de fazer. São Paulo: Publifolha, 2009.
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